Traumas da guerra de um veterano
Autores: MEDEIROS.A.A,
SANTOS.A.L.L,BEZERRA.L.A ,NASCIMENTO.J.S; *SILVA.R.B. Graduando do
quinto período de psicologia na universidade Mauricio de Nassau, João pessoa/PB,
Email: rodolfobezerra-silva@hotmail.com
Resumo
O
personagem tem acesso a armas ainda quando criança, onde por volta dos doze
anos de idade, aprende a caçar e matar animais, os pais são católicos
praticantes e levam os filhos a igreja, o pai ensina aos dois filhos que as
pessoas fracas, que apanham dos outros são como ovelhas, as violentas são os
lobos e os que protegem os parentes e amigos são os pastores e estimula que os
filhos usem de violência física para se protegerem. Já adulto, trabalha com o
irmão como Cowboys em rodeios, onde o ambiente violento continua a fazer parte
do seu dia a dia através da competição e dos maus tratos aos animais, o que é
comum nesse tipo de atividade. Flagrou a namorada com outro na cama, momento em
que agride fisicamente o amante da mesma, após isso a expulsa de casa. Por
falta de opção se alista às forças armadas onde, apesar do rígido treinamento,
passa a sentir-se integrado a algo maior em sua vida e desenvolve seus talentos
para o tiro de precisão, chamado nos grupos militares ou policiais táticos de
Sniper, e aí então, começam seus problemas a longo prazo.
Palavras-chaves:
violência, Sniper, problemas.
Introdução
Seu nome é Chris Kyle ( Bradley Cooper), foi
militar da marinha do Estados Unidos da América entre 1999 e 2009, considerado
uma lenda pelos seus companheiros, responsável por matar mais de 150 inimigos.
Seu trabalho era apenas proteger seus compatriotas na guerra do Iraque, atuava
na retaguarda com seu fuzil de longo alcance (sniper) dando cobertura aos seus
fuzileiros, seu trabalho era muito importante para o exército e para ele mesmo,
ele mesmo se cobrava bastante, levava sua função bem a sério, mas ficava
dividido entre a família e o dever, queria proteger os dois, mas sabia que não
poderia, pois, se ariscava no exército vendo sua família a sua espera em casa,
sua mulher o cobrava para que ele largasse a guerra, pois para ela era
inadmissível receber uma bandeira dobrada de homenagem á sua morte pelo seu país
na guerra, ele era consciente disso, mas sabia que na guerra sua função era
indispensável.
Kyle
tinha dois filhos pequenos e sempre durante as missões ligava para saber como
estavam. Sua família entristecia ao saber que estava longe de casa, longe de
seus deveres de pai. Nosso personagem saiu de uma condição de vida adversa era
cowboy pouco conhecido no Texas, tinha uma vida simples que não o satisfazia. Pouco
o realizava lhe faltava um sentido maior naquela vida, foi quando apareceu uma
oportunidade de mostrar seu valor sendo útil em um bem maior.
Precisava
de recrutas para a guerra no Iraque, um grupo de elite da marinha, ele não
pensou duas vezes e se alistou, passou por um forte treinamento que muitos desistiram,
após os treinamentos em missões se destacou como “a lenda”, quando voltou
daquela guerra se sentiu vazio pois tinhas muitas experiências mais o que fazer
com elas o perturbava, e os outros companheiros que ficaram e tudo que ele
deixou para trás, enfim ficar com sua família, cuidar do que era seu, desfrutar
das coisa boas daquela vida enquanto ele sabia que os outros que ficaram para
trás o levava a um sofrimento psíquico de uma subjetividade pós traumática,
pois, ele não conseguia transmitir esse sofrimento em símbolos linguísticos ou
outros sinais que expressem que ele esteja sofrendo então, por assim dizer, ele
perdeu a condição narrativa do sofrimento.
O
personagem Chris Kyle (Bradley Cooper) apresenta uma série de sintomas
referentes a suas vivências nas expedições ao Iraque enquanto soldado do Navy
Seals da Marinha dos Estados Unidos, chegando a ser relacionado ao Transtorno
de Estresse Pós-Traumático (TEPT), um transtorno mental com descrições
aparentemente associadas ao campo de batalha. O percurso na sua história
desencadeou certos conflitos psíquicos adeptos a uma personalidade forte
estabelecida desde a sua infância, onde o pai ministrava princípios rigorosos e
especificamente determinantes, até se tornar o atirador de elite mais letal da
história das forças armadas. Tratando-se de sintomas apresentados pelo mesmo
que sofria de neurose traumática, como alucinações, obsessões e afins.
Lembranças
involuntárias e intrusivas de eventos traumáticos, isto é, a pessoa, mesmo sem
querer, é invadida pela memória da situação ou evento que gerou o trauma,
muitas vezes a sensação é de se estar revivendo tudo o que passou (ROCHA, Dr.
Deyvis, 2014). Kyle passou a cativar uma necessidade intensa de estar presente
nas expedições, pois, vivia se questionando não pelo número de mortes que
possibilitou em meio a guerra, mas sim pelos companheiros que ele não conseguiu
evitar que chegassem a óbito por parte dos grupos inimigos. Com isso, a
obsessão se dava mais pela cobrança em querer a qualquer custo estar presente
em território de guerra, associando esta atitude a serviço prestado
patriotamente relevante. Dessa forma, todo o conforto que a sua família,
moradia e ambiente caseiro normalmente poderiam proporcionar, encontravam-se totalmente
ausentes, pois Kyle destinava a maior parte do seu tempo concentrado a esses
conflitos traumáticos por situações que lá ocorreram e que eram facilmente
recordadas.
A
neurose se caracteriza no individuo que dá sentido a um ponto de verdade a seu
sofrimento. Kyle tem uma neurose positiva, que se caracteriza pela reprodução
de comportamentos de extrema agressividade em situações de perigo de alguém que
esteja sob os seus cuidados, característica essa normal na guerra, porém não se
encaixa nas situações cotidianas de vida comum fora do exército. Tornou-se um
transtorno para ele quando começou a interferir na convivência com sua família
em um episódio de agressividade decorrido após um cão brincar com seu filho o
derrubando no chão, ele prontamente correu pegou o cão pela cabeça e iria socar
quando tomou consciência do que iria fazer e parou.
Conclusão
Conforme
apresentado, o personagem desenvolveu um transtorno de estresse pós-traumático,
após seus companheiros de esquadrão morrer em frente aos seus olhos, e ao
presenciar isso, não conseguiu lidar com o fato de não poder proteger os seus
compatriotas. Por não ter sido resolvido o conflito, os comportamentos
neuróticos são ativados quando alguém sob sua tutela está em condições de
perigo.
Referencias
ROCHA, D. 2014, Da Neurose de Guerra ao Transtorno de Estresse
Pós-Traumático
Disponível em <http://deyvisrocha.com/da-neurose-de-guerra-ao-transtorno-de-estresse-pos-traumatico.htm> Acesso em: 29 Mar. 2016, 16:30:30.
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